terça-feira, 15 de junho de 2010

Ferias Solidárias!



Queridas Mães, queridos Pais,

organizo uma colônia de férias antroposófica para crianças carentes da periferia de São Paulo. São cerca de 100 crianças participantes.

Estamos há 6 anos com esse lindo trabalho, que tem surtido um efeito maravilhoso em muitas crianças (algumas inclusive já são até monitores nas colônias).

Esse trabalho depende de monitores e ajudantes voluntários, e da doação de alimentos, material de limpeza, e dinheiro que todos nós podemos oferecer.



Não temos nenhuma empresa bancando essa iniciativa. Ela é fruto do trabalho e envolvimento de cada um de nós e depende disso para acontecer.Para viabilizar essa colônia não existe doação pequena, todo oferecimento é bem-vindo e muuuito útil.

Por isso escrevo pedindo seu envolvimento. Quem quiser saber mais sobre esse trabalho acesse http://www.feriassolidarias.org/

Quem quiser doar dinheiro (que também é muito necessário para viabilizar o transporte e outros gastos) poderá fazer um depósito na conta do grupo.

Dados para depósito:
Banco Itaú (341)
Agência: 0192
Conta : 35035-3
Favorecida: Liandra Ribeiro/Tarsila de Souza Aranha
CPF: 871.148.871-91



Por favor, se possível, avisem-nos caso façam algum depósito, para podermos acompanhar melhor as doações e para que possamos também incluí-los em nossa lista de colaboradores e enviar nossos agradecimentos.



Por favor divulguem, quanto mais pessoas se envolvem com o projeto mais lindo ele fica, e pode abraçar mais e mais crianças!!!

Agradecemos imensamente a colaboração de todos e apoio para que este lindo trabalho se mantenha vivo!
Tarsila

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Bazar Incrível para Mães e Filhos


Gente, esse é o melhor bazar da cidade, nesta categoria! É festa para os olhos! Além de coisas super bacanas para os nossos pimpolhos, você pode encontrar preços bem legais, pois essa edição é Outlet. Venha conferir! De 20 a 23 de Maio, das 10h às 20h.
E a Ciranda Infantil também vai estar por lá, com um montão de novidades!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Babies

Vejam que lindo o trailer deste documentário que segue um ano na vida de 4 bebes em 4 cantos diferentes do mundo. É incrível que sejamos todos iguais e ao mesmo tempo tão diferentes!

http://www.youtube.com/watch?v=1vupEpNjCuY

Emilia e Tarsila

sexta-feira, 5 de março de 2010

Relato parto Joana

Ainda movida pelo calor desta emoção, segue o relato do parto da nossa segunda filha - Joana.



Entramos, eu e ela, em trabalho de parto por volta de uma da manhã. Fiquei na cama, observando a freqüência e a intensidade das contrações. Uma hora depois, acordei o Michael, meu marido. As contrações nestas alturas já estavam bem fortes, e resolvi tomar um banho. Às três da manhã o Mi ligou para a minha mãe, Regina e também para a Dra Betina. As duas chegaram quase ao mesmo tempo, por volta das quatro. Pedi para a minha mãe arrumar a mala, caso tivéssemos que ir à maternidade. Dra. Betina, examinou-me e eu já estava com sete para oito cm de dilatação. Nossa! Estávamos evoluindo bem e rápido!! Ela falou que se quiséssemos usar a banheira, teríamos que começar a enchê-la naquele momento por ser um processo demorado (a banheira neste caso era uma piscina inflável de 500 litros)!

Então, o Mi foi acordar a Tarsila, amiga querida e vizinha, para com ela encherem a banheira usando uma mangueira a partir da sua cozinha, pela temperatura e pressão da água. E puxa daqui, enrosca de lá, e acabou que não deu certo. A banheira acabou sendo cheia, pela Tarsila, Deni (moça que trabalha na casa da Tá) e também pela minha mãe, com baldes e panelas e com as mangueiras vindas dos chuveiros dos banheiros da nossa casa (aliás, um deles acabou queimando).

Enquanto isso, com o dia já amanhecendo, eu continuava com as contrações cada vez mais fortes. Michael, depois de resolver as questões de como encher a banheira, voltou a ficar comigo. Sua presença foi maravilhosamente reconfortante e encorajadora!

Durante as contrações mais fortes dos últimos centímetros de dilatação, minha mãe ajudou muito com massagens nas costas, principalmente na lombar, usando um óleo de rosas. Também usei muito a bola de pilates, fazendo movimentos circulares e também uma pilha de travesseiros que usei para me debruçar por cima. Senti muito formigamento nas pernas e braços, talvez pela respiração que se tornou ofegante em alguns momentos. Para recuperar a energia, comi muitos picolés Chicabom! Caiu muito bem no trabalho de parto!!

Resolvemos entrar no chuveiro para dar uma relaxada. Uma água quentinha caindo nas costas ajuda muito.

As sete da manhã, chegou a Risoleide (moça que trabalha aqui em casa). Quando falaram para ela que eu estava para dar a luz em casa, ela se assustou e falou que queria ir embora.... que não queria ver ninguém “sofrendo”.... No fim acabou ficando, e ajudou muito, cuidando da infra estrutura da casa (almoço, limpeza, etc).

A Luiza acordou logo depois! Minha mãe acompanhou seu despertar, e levou-a para tomar café da manhã. Não perguntou por mim ou pelo pai. Perguntou apenas de quem era a voz que vinha do nosso quarto e quando a minha mãe falou que era da Dra Betina, parece que ela simplesmente já sabia que a Joana estava nascendo.

Nestas alturas, faltava realmente pouco para a Joana nascer! Às 7:20h, a bolsa estourou espontaneamente. Eu ainda estava no chuveiro, sentada num banquinho de parto (destes usados para parto normal) e incentivada pela Betina, senti a cabecinha da Joana já bem pertinho, quase saindo! Tarsila até cogitou não levar as crianças na escola, para não perder o parto... Mas foi convencida pela minha mãe, de que daria tempo e que seria melhor se eles estivessem fora toda a manhã.

Betina falou que se eu quisesse que a Joana nascesse na banheira, seria melhor a gente sair do chuveiro naquele momento. A banheira é usada sempre no final do trabalho de parto, já quase no expulsivo, para que o relaxamento obtido pelo contato com a água, não desacelere o ritmo das contrações. As contrações começaram a mudar, eram menos doloridas, e nesta hora já comecei a sentir também vontade de fazer força. Então às 7:50h resolvemos ir para a banheira que foi armada no quarto da Joana. No quarto dela, uma luz linda da manhã entrava pela janela. As cores da parede, aquarelada de amarelo e rosa, davam uma atmosfera de calor, paz e tranqüilidade.

Entramos, eu e Michael, dentro da banheira. A água quentinha era realmente relaxante! Percebi que as contrações mudaram de fato e a partir daí senti cada vez mais vontade de fazer força. Eu e o Mi achamos a melhor posição dentro da banheira e ficamos abraçados todo o tempo, fazendo força juntos para dar a luz a Joana.

Assim sua cabecinha veio saindo bem devagar. Em alguns momentos, apesar de saber que estava cada vez mais perto, parecia que ela não estava descendo quando olhava pelo espelhinho. Sim, pois a cabecinha vai mais para frente a cada contração e volta para trás outra vez quando a contração passa. E como eu só conseguia olhar pelo espelho quando a contrações passavam, tinha essa sensação de que estava tudo indo lento demais, pelo que estava sentindo. Entre uma contração e outra, aproveitava também para descansar. Nestas alturas, o pediatra Cacá, finalmente conseguiu chegar à nossa casa! Ufa!

Mesmo dentro da água, Betina, conseguia acompanhar os batimentos cardíacos da Joana. Ela desacelerava nas contrações, mas recuperava logo a freqüência normal. Porém depois de quase 1hora e meia de expulsivo, seu coração deu umas grandes desaceleradas. Betina achou que já estava na hora de nascer! E força, como fiz força! A passagem da Joana pelo canal de parto foi bem dolorida, pois alguns tecidos começaram a lacerar... E a força tinha que ser controlada para que não lacerasse ainda mais. Nesta hora senti de fato a força do próprio útero empurrando a Joana para fora, pois eu parava de fazer força e ela ainda continuava saindo.

Por fim, ela saiu de uma vez! E veio direto para o meu colo, com os olhos bem abertos, tranqüila, e não demorou muito começou chorar. E nós também!! Eu não conseguia acreditar que a nossa filhinha finalmente tinha chegado, do jeito que nós havíamos idealizado! Que era uma realidade! Joana havia nascido em casa, dentro da água, em seu quarto, em uma ambiente tranqüilo, harmonioso, caloroso, cheio de amor!
Ela nasceu com 48cm e 2.700kg, às 9:14 (horário de verão) da manhã ensolarada do dia 05 de fevereiro de 2010, sob o signo de Aquário.



Dentro da banheira ainda, com a Joana em nossos braços, olhávamos para ela encantados com tudo que tinha acabado de acontecer e com presença linda da nossa filha. Ela nasceu tão cheirosa! Lembro bem desse cheiro. Luiza também nasceu com esse perfume adocicado e suave! Foi colocada sobre ela, uma fralda e de tempos em tempos jogávamos água quente da banheira para que ela não perdesse calor. Esperamos o cordão parar de pulsar para cortá-lo. Seu suprimento de oxigênio que vinha através do cordão, foi garantido até o final. Sua pele foi ficando rosada aos poucos. Michael então resolveu colocar o dedo mindinho em sua boca e ela respondeu imediatamente sugando com força! Então, com a ajuda da minha mãe, sem perda de tempo, colocamos a Joana em meu peito. Eu tinha esquecido como os bebês sugam forte! E ela mamou lindamente, o que já nasceu sabendo fazer! O pediatra fez sua primeira avaliação com ela ainda dentro da banheira. Só depois de meia hora é que ela foi colocada no trocador para uma avaliação mais detalhada. Eu ainda continuei na banheira mais um pouco até que a placenta também saiu com uma ajudinha da Betina. Ela e minha mãe se admiraram com o tamanho da placenta, por ser muito pequena! Comparando, seria como do tamanho de uma manga grande.

Depois que sai da banheira, já vestida em um roupão, deitei-me na cama, com a Joana no peito. Betina foi cuidar das lacerações, que foram consideradas grandes, e dos pontos. A área foi anestesiada, mesmo assim fiquei nervosa! Morro de medo de injeções, agulhas e pontos!! Depois de um parto normal sem anestesia, fica até engraçado ter medo de agulha, mas eu sou assim, medrosa com essas coisas!
A área ficou sensível, dolorida e inchada e esses pontos incomodaram um pouco. Mas caíram tempos depois. E realmente não se compara com a recuperação de uma cesariana. Usei um spray anestésico chamado Andolba que ajudou bastante.

Depois disso, fui recuperar as energias comendo um delicioso almoço feito pela Riso. Tarsila foi buscar as crianças na escola ao meio dia. Luiza almoçou junto com o papai e a Dra Betina e finalmente veio conhecer a sua irmãzinha. E ficou encantada! Falou que a irmã era vermelhinha, bonitinha e engraçada! E perguntou se a Joana voltaria para a barriga! Nesta hora eu estava ainda sob os efeitos da adrenalina, mas já começava a vir um cansaço enorme! Então todos nós fomos dormir (eu, Michael, Joana e Luiza).

No fim do dia, Michael e Luiza enterraram a placenta no nosso jardim (não seria correto mandá-la para um aterro sanitário....), e florzinha amarelas brotaram por cima. Agradeceram mais uma vez pela VIDA e pela VINDA da Joana.

Ter um parto em casa foi, sem dúvida, maravilhoso, depois de uma primeira experiência hospitalar, onde o parto da Luiza acabou sendo uma cesariana necessária. Deste primeiro parto, aprendi minhas lições. Por mais que planejemos as coisas, elas sempre saem diferentes. Também aprendi que o foco não deve estar no parto em si, e sim na gestação e no nascimento de uma nova vida! Com esse parto em casa, também aconteceu assim. Não estávamos criando nenhuma expectativa. Sim, gostaríamos que o parto fosse em casa, mas não haveria frustração caso tivéssemos que ir para o hospital ou mesmo se houvesse a necessidade de uma outra cesariana. Assim, parece que acabei não sentindo aquela sensação de vitória, de mulher mais poderosa do mundo por ter conseguido um parto em casa, sem anestesia... Sei lá, o corpo da mulher foi preparado para isso! Talvez tenha sentido muito mais uma sensação parecida com vitória, no parto da Luiza, pois venci uma coisa de que realmente morro de medo, que é hospital e todas aquelas pessoas mascaradas vestidas de verde, com suas luvas e com seus bisturis!! Mas devo reafirmar, ainda bem que elas existem!!! E que existem os hospitais, a anestesia, a cesariana nos casos necessários!

Lógico que me senti extremamente feliz com esse parto! Mas estava realmente muito mais feliz, pela Joana. Por ela ter nascido saudável, perfeita e linda de olhos abertos para o mundo ao seu redor. Estava realmente feliz por ver aquele serzinho quente e perfumado cheio de vida sobre os nossos braços. Um verdadeiro milagre! Tudo é muito mágico! Parece que o universo se amplia e a gente se sente grande e pequeno ao mesmo tempo. Fora do ambiente hospitalar, a chegada do bebê é uma experiência visceral, animal, ao mesmo tempo parece ser mais profundamente uma experiência de completa comunhão. As dores que senti, a laceração, os pontos.... tudo fica quase inexistente, quando comparados à felicidade de ter vivenciado tudo isso ao lado da Joana. De termos passado por isso juntas!

Outro aspecto extremamente positivo do parto em casa, foi mesmo não termos saído daqui. Nada mudou na rotina da nossa casa. E pudemos desfrutar de estarmos todos juntos, eu, Michael, Luiza e Joana, todo o tempo. Luiza esteve sempre presente, sem mudar o seu dia-a-dia, indo e voltando da escola, comendo, indo tomar banho e dormir nos horários de costume. Sempre acompanhada da nossa presença. Isso foi realmente um presente.

E é fato que tudo aconteceu mais rápido! A Joana logo que nasceu já foi para o peito e pegou de primeira. O leite veio mais rápido e em grande quantidade e também rapidamente entrou em equilíbrio (produção e demanda). E foi mais rápida também a minha recuperação!

Assim queremos agradecer eternamente a Dra. Betina, por sua presença discreta, competência e firmeza durante o pré-natal, trabalho de parto e parto. Ao Cacá (pediatra), por seu zelo, carinho e simplicidade no atendimento pós-parto à Joana. Aprendemos muitas coisas válidas nos cuidados com o bebê com ele. À minha mãe querida, por estar sempre presente, também de forma discreta e participativa, ajudando desde a massagem preciosa nas costas, como na organização das coisas todas na nossa casa e nos primeiros cuidados com a Joana, além da atenção de sempre com a Luiza. Também por sua coragem em, junto com a gente, encarar o parto em casa, pois sempre nos incentivou em nossas decisões. E ela ainda fez lindas fotos do parto! Á Tarsila, que nos ajudou e nos ajuda sempre em tudo o que fazemos. Não foi diferente desta vez. Ela soube estar presente, com seu olhar observador, ajudando sempre em tudo, e ainda fazendo também lindas fotos e filmes. À Riso e a Deni por não abandonarem o barco e por ajudarem na infra. E todos os anjos e anjas que tornaram esse nascimento possível, tão perfeito e lindo para mim, para a Joana e Michael... enfim para todos nós!!

A todos, a nossa eterna gratidão!

PS.: Se posso falar ainda mais alguma coisa, além de tudo o que foi falado aqui, é: não deixem de exercitar seus períneos! MUITO!!!

Emilia, Michael, Luiza e Joana

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Mala da Maternidade!



Olá, meninas!!
Segue ai mais uma lista de coisas que não devem ser esquecidas na hora em que o bebê anunciar a sua chegada! Então vamos lá!

Para o bebê:
- 6 bodys manga comprida
- 6 culotes com pezinho
- 6 macacões com abertura frontal
- 6 pares de meias
- 3 fraldas de pano pequenas
- 3 cueiros
- 2 toucas de algodão
- 3 mantas
- escova de cabelo
- óleo, pomada para troca de fraldas e sabonete da Weleda
- véu para berço
- lixa de unhas


Para a mamãe:
- 3 Camisolas com abertura frontal
- Pegnoir
- Roupas confortáveis, blusas com abertura frontal
- 6 Calcinhas altas
- 3 Sutiãs próprios para amamentação
- Chinelos
- absorventes pós-parto (geralmente na maternidade eles dão isso)
- shampoo, sabonete, condicionador, escova e pasta de dentes, hidratante para o corpo, escova de cabelos, elásticos e fivelas.
- Uma roupa para retornar para casa. Deve ser solta e confortável.
- Documentos pessoais: CPF, RG, carteira do convênio, guia de internação, cópia da Certidão Casamento
- Exames da gravidez
- Agenda de telefones
- Celular
- Carregador de celular
- Máquina fotográfica, bateria
- Caderno para anotações e caneta
- Alguma coisa para servir às visitas (bolachinhas, goiabinha)
- Quadrinho-enfeite de porta
- Lembrancinhas para as visitas, para quem quiser fazer

- Deixar e-mail pronto para enviar aos amigos anunciando o nacimento!


Para o parto:
- Sucos de frutas
- Barra de chocolate e/ou cereal
- Frutas: maçã, pera, uva...
O trabalho de parto pode durar muitas horas e é super importante comer algo leve mas que reponha a energia.
- Óleo de lavanda para banheira
- Bola de fisioterapia

E BOA HORA PARA TODAS NÓS!!!

Emilia e Tarsila

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Enxoval de Bebê



Olá Gente!!!
Depois de longo e tenebroso inverno estamos de volta!
Mil coisas aconteceram, fizemos reforma, mudamos de casa, engravidamos, nos envolvemos em tantos projetos! Mas os encontros de gestantes continuaram acontecendo e foram lindos. Vamos tentar publicar as atas e retomar o ritmo!

Tivemos um encontro muito legal onde falamos sobre os primeiros cuidados com o recém-nascido. E uma das grandes dúvidas é em relação ao enxoval. O que precisa realmente ter e o que é besteira e puro desperdício. Chegamos à conclusão que precisar mesmo o bebê só precisa de uma boa manta que o envolva e do calor e amor dos pais.



Mas como estamos por demais civilizados e no final queremos ter mais conforto e praticidade, elaboramos essa lista que achamos bem completa e realista pra vocês se basearem. Nós moramos em São Paulo onde as estações do ano são imprevisíveis e que num único dia você pode experimentar do calor extremo ao frio congelante. Essa lista deve ser adapatada para cada região! Mas para todas, evite golas, babados, laços, botões demais, penduricalhos....

Enxoval:

3 primeiros meses tamanho P (não vale a pena comprar RN)
- 4 cueiros (para fazer "charutinho")
- 4 bodys de manga curta
- 8 bodys de manga comprida
- 8 culotes / mijão
- 8 macacões com mangas compridas com abertura frontal
- 2 toquinhas de algodão
- 2 casaquinhos de lã
- 2 casaquinho de algodão
- 6 pares de meias
- 2 mantas de linho ou algodão
- 2 cobertor ou edredom
- 4 jogo de lençóis para berço
- 3 jogo de lençóis para carrinho e moisés
- 1 protetor lateral de berço
- 3 toalhas felpudas com capuz
- 2 dz. de fraldas de pano
- 8 pacotes fraldas descartáveis RN (Turma da Mônica – até 5kg)
- Infinitos pacotes fraldas descartáveis em geral
(Para quem quiser, tem as fraldas de panos, super lindas e modernas)

Troca e Banho:
- 3 caixas de cotonetes
- 1 escova para cabelos macia
- 1 pente
- 1 tesourinha de unhas para bebê
- 1 massageador de gengiva (Acessório feito de silicone, para massagear e limpar a gengiva do bebê.)
- 1 álcool 70% (para limpar o umbigo - muitas maternidades fornecem isso!)
- Infinitos pacotes algodão bolinha
- 1 boa garrafa térmica
- Chá de camomila (que deve ser usado para limpar o bebê, sempre morno)
- Pomada troca de fralda de Calendula Weleda (é caro, mas dura meses!)
- Óleo pós-banho de Calêndula Weleda (é caro, mas dura meses!)
- Sabonete de calêndula Weleda (é caro, mas dura meses!)

- 1 termômetro para febre
- 1 termômetro para banheira
- 1 lixeira com pedal
- 1 porta roupas-sujas
- 1 cesta para colocar miudezas de troca
- 3 potes para algodão, cotonetes, pomadas, etc.
- 1 banheira ou Tummy Tub (balde para banho do bebê)
- 1 bolsa termica (de água ou de sementes) para cólicas
- Wecesin Weleda (Talco cicatrizante)
- Combudoron Weleda (Pomada para picadas de insetos e queimaduras)

Quarto:
- 1 Berço
- 1 Dimer para luz do quarto
- 1 cômoda com trocador
- 1 mosquiteiro
- par de véus de seda (veja ata no blog sobre o assunto)
- 1 poltrona para amamentar
- 1 apoio para os pés (para a mãe)
- 1 almofada de apoio (para a mãe)
- 1 babá eletrônica
- 1 moringa para água (mamãe)
- 1 segura-nenê triangular

Passeio:
- 1 Moisés
- 1 berço para viagens dobrável
- 1 carrinho que recline totalmente
- 1 bebê conforto
- 1 espelho retrovisor para carro
- 1 Casulo Sling Wrap (pano para carregar Bebê)
- 1 bolsa (grande com trocador)
- 1 bolsa térmica para comidas, mamadeira, etc

Alimentação:
O uso ou não de chupetas e mamadeiras deve ser bem avaliado.
Evitar plásticos!
- 1 amassador de frutas e papinha (mouli)
- 1 cadeirão
- 2 prato fundo
- 2 jogo de talheres

Para a Mamãe
- Infinitas caixas de protetor de seio
- 1 pacote de absorvente pós-parto
- 3 soutiens para amamentação
- CHÁ MISTO DA MAMÃE da Weleda (ajuda na lactação)
- 1 par de concha plástica para seios
- 3 pijamas com abertura frontal

Enxoval 3 a 6 meses

- 6 bodys manga comprida
- 6 / 9 (depende da estação) body manga curta
- 6 culotes
- 2 sacos de dormir
- 3 short ou macacão de sol (depende da estação)
- 6 blusa manga comprida
- 6 camisa manga comprida
- 6 macacão comprido
- 4 calças compridas
- 3 casaquinhos malha
- 6 pares de meias
- 2 touca e chapéu

Enxoval 6 a 9 meses

- 1 cadeira para o carro
- 6 body manga comprida
- 6 body manga curta
- 4 culotes
- 6 macacões
- 2 pijama
- 6 calças
- 5 short ou macacão de sol (depende da estação)
- 4 camisa manga comprida
- 4 camiseta
- 3 casacos
- 4 blusa manga comprida
- 2 touca e chapéu
- 6 pares de meias

Links onde você pode encontrar alguns destes produtos:

http://www.cirandainfantil.com.br/
http://www.tummytub.com.br/index.php
http://www.weleda.com.br/farmacias/_sp.asp
http://www.fraldabonita.com.br/

Beijos a todas!
Tarsila e Emilia

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Perda da Autoridade





Ata – Grupo de Mães
Dr. Aranha

Olá aos pais! Sim essa ata é para os pais!!
Tivemos um encontro muito rico, com a participação do Dr. Antonio Carlos de Souza Aranha, médico pediatra antroposófico e terapeuta de família.

O tema desta vez foi, a perda de autoridade. Como devemos agir quando os filhos estão no controle da situação, fazem o querem e mandam e desmandam?
É uma questão de autoridade e limites. Duas palavrinhas que podem causar até arrepios nos pais mais liberais. Eles, possivelmente sofreram com uma educação muito rígida, onde autoridade e disciplina eram conquistadas muitas vezes através de castigos físicos. Não é esse o caso aqui. Autoridade e disciplina podem sim ser conquistadas de maneira bem mais suave e amorosa. É uma questão que mora dentro de nós e aparecem através de nossas ações. Os limites devem ser sempre bem claros: o que é sim, é sim. E não é definitivamente não. Muitas vezes não há ato de mais amor do que dizer um não para uma criança.

Ações coerentes:
Ter coerência sempre com a criança é fundamental. Por isso os exemplos vindos dos próprios pais devem ser corretos. A criança não consegue fazer julgamentos do que é certo e errado. Nós é que temos que fazer isso por ela (só será capaz de fazê-lo por si própria, quando tenha por volta dos 12 anos). Então as explicações para um NÃO devem ser coerentes e simples para que ela possa entender. Não tente convencer a criança de que ela não quer algo. Aceitar o desejo dela é uma boa atitude, mas se a resposta ao final é NÃO, é isso que deve prevalecer. Exemplo: “eu sei que você quer muuuuuiiiito comer bolachas antes do almoço, mas se você comer bolachas não vai almoçar. Bolacha é lanche, não é almoço”. Ponto final. E os pais têm mesmo que agüentar a choradeira sem problemas. Isso faz parte. Deixe que ela expresse a sua frustração o quanto quiser. É só não dar bola e mudar de assunto. Não tem nada pior que mandar uma criança engolir o choro. Primeiro que isso não adianta muito, depois que acabam sendo duas frustrações seguidas. É demais.

Crianças espertas:
As crianças percebem rapidamente como conseguir o que querem através das reações dos pais. Então, quando frustradas por não conseguirem o que querem, elas reagem atingindo algum ponto fraco dos pais, avós, enfim, cuidadores, e é por aí que elas sempre vão conseguir o que querem. Por exemplo: uma criança que ao se frustrar, começa a bater a cabeça no chão. Os pais reagem com medo de que ela se machuque, vão logo amenizar a situação, dando o que ela quer. Se os pais tiverem firmeza e coerência e confiança, logo a criança vai perceber que aquele artifício não funcionou.
Ela pode tentar de vários desses artifícios: puxar os cabelos, arrancar os cílios, ficar sem comer e por aí vai. Não é fácil.... E as vezes esses casos parecem tão sem solução que é preciso mesmo buscar ajuda externa.

Crianças espertas (Parte II):
As crianças começam a testar seus limites por volta de 1 ano e meio. Elas jogam comida no chão, puxam todas as roupas das gavetas, entre tantas outras coisas. Isso para elas é uma brincadeira, mas é assim que começam a perceber as reações dos adultos diante de suas atitudes. Quanto mais a gente fala que não pode, mais elas fazem como se estivessem testando seus limites. E a coisa mais certa é: quanto mais damos atenção a esses testes, mais elas querem interagir, tomando o partido de oposição. Tirar a platéia é uma ótima dica. Saia de perto. Se o caso é jogar a comida no chão, mostre para ela está fazendo algo errado e peça ajuda para limpar depois. Criança adora tarefas e gosta de imitar os mais velhos nas atividades do dia-a-dia. A criança só pode nos “tirar do sério” pegando nos nossos pontos que já são fracos, ela sabe exatamente por onde nos desestruturar. Por isso vale saber que educar é se auto-educar!

Desfazendo a ação opositora da criança:
Essas ações opositoras variam no grau de intensidade com a idade e sempre é uma questão de testar e saber os seus limites. Assim, quando entramos em conflito com as crianças, o desgaste para nós é tão grande, que acabamos cedendo. O famoso “não” que vira “sim”. É importante não ceder para que ela saiba os limites. E o melhor seria saber agir rápido antes de chegar a esse desgaste. Então, a dica é desviar a situação transformado-a em outra rapidamente. Começar desde cedo é o melhor, pois elas crescem sabendo quais são esses limites e dificilmente os pais irão enfrentar situações mais graves de perda de autoridade mais tarde. Deixar a criança chorar bastante por alguma coisa que é "não" e no final acabamos cedendo e ela vira "sim", pode educar para a falta de auto-estima, o masoquismo, ela aprende que se chorar bastante acaba ganhando alguma coisa, mesmo que sejam migalhas.

Exemplos de como transformar as ações opositoras em ações positivas:

- a criança não quer sentar na cadeirinha do carro. Recusa-se e esperneia. Atacar para as cócegas é uma ótima, pois a oposição vira brincadeira.
- a criança não quer escovar os dentes, cantar uma música que ela goste pode funcionar. De preferência uma que tenha bastante AAAAAAAAA pra ficar de boca aberta.
- a criança está tirando tudo para fora da gaveta, tente chamar a atenção dela para outra coisa, como ver pela janela o cachorro, ou “olha o que eu achei aqui”.

Funções Maternas e Paternas:
Quando nos tornamos pais, nos cabe exercer várias funções perante o filho. E não importa quem exerça essas funções, pois elas não estão claramente divididas e pais e mães trocam todo tempo de funções.
Mas mesmo assim acaba acontecendo de maneira natural que os pais assumam mais as funções de estabelecer regras e por limites. E as mães acabam assumindo o cuidar, o acolher, o alimentar.
E quando nos vemos nessa situação onde o casal passa a ser uma família, viramos não mais uma dupla, mais sim um trio. E entre três elementos sempre pode haver um desequilíbrio. É preciso prestar muita atenção nas funções de cada um. Quem assume as funções maternas (independentemente se é a mãe ou o pai), tende a sempre acolher e proteger o filho em tudo, criando uma espécie de aliança e cumplicidade. E quem assume a função paterna, acaba ficando a parte, sendo o opositor. Essas situações acabam gerando dissonâncias entre o casal, onde um tira a autoridade do outro e o desequilíbrio familiar é completo. A criança não suporta ficar sozinha (sem atenção), então estará sempre buscando um aliado nestas situações (a mãe, o pai, a avó...). É aquela criança que busca ser o queridinho do professor ou que se zanga quando o amiguinho escolhido tem outros amigos.

Controle: a criança que tem o controle nas mãos determina quando os pais conversarão entre si, determina quando a mãe poderá falar com outras pessoas, determina as atividades de todos que a rodeiam. Ela não sossega, sempre dizendo o que ela quer e o que os outros devem fazer. Essa criança esta sempre tensa, atenta, mas a partir do momento que o controle é tirado de suas mãos, ela relaxa. Ela não tem que controlar mais nada, ela confia que os pais sabem o que é melhor pra ela e pra eles próprios. Por isso, limites claros determinados pelos pais são fundamentais para um desenvolvimento sadio da criança. A família é como um triângulo, onde cada um tem o seu lugar e estão todos ligados.

Fratria - relações entre irmãos:
As relações entre os irmãos vai ser sempre uma ligação muito forte de amor e também de ódio. Os pais que melhor sabem lidar com isso, são os que se metem o mínimo na relação dos irmãos, deixando que eles se resolvam. Quando os pais conseguem fazer isso, estão dando aos filhos, a oportunidade de se tornarem cúmplices, e capazes de sanar as diferenças. Quando os pais tomam o partido do mais fraco, o que sempre apanha (o mais novo, muitas vezes), estará tirando essa possibilidade. Muitas vezes o mais fraco é o provocador, e acaba levando por isso. A culpa cai sempre para o mais forte. E o mais fraco estará sempre buscando essa proteção afim de ter atestado o seu valor e importância diante dos pais

E lembrem-se: As relações básicas que são entre pai, mãe e criança, vão se projetar em todas as relações posteriores durante toda a vida desta criança. Se essa criança não recebe limites dos pais, suas relações futuras com outras pessoas também serão sempre na busca por esses limites. Se nesta relação não houver respeito, o desrespeito crescerá junto com essa criança em todas as suas relações. E em casos mais graves, se essa criança cresce sem amor, ela não poderá estabelecer nenhum vínculo de amor com qualquer outra pessoa.
Citando o filósofo Humberto Maturana: “Criança que não cresce no amor, não cresce como um ser social”

Muito obrigada Dr. Aranha por todos os ensinamentos!
Contato: Clinica Tobias
Rua Regina Badra, 576 - Alto da Boa Vista
Tel: 11 5687-3799

Um grande abraço,
Emilia e Tarsila